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quinta-feira, 8 de julho de 2010

BEQUADRO MOSTARDA & SELO SEM SÊ-LO APRESENTAM:


FESTIVAL LUMIÈRE NO CAMPUS 6

Bandas:
CONTE-ME UMA MENTIRA (Mogi)
UP BROTHERS (Sampa)
WALKIE TALKIES (Sampa)
JANE DOPE (Mogi)

Disco: Gabz (indie rock, modernetes, trash metal, punk e otto)

Fotografistas: Stéfano Martins / KBÇA Corneti / Carol Ribeiro

Dia 10/07/2010
A partir das 18h
Entrada: R$ 4 dinheiros
Campus 6 Rock Bar
Av. Prefeito Carlos Ferreira Lopes, 215 - Mogilar

segunda-feira, 5 de julho de 2010

RESENHA: FESTIVAL LUMIÈRE @ CERVEJARIA ÓBVIO – PINDA – 03 & 04 /07/2010

03/07/2010 - Sábado
Bandas: Xtreme Blues Dog / Seamus / Popstars Acid Killers / Bristol

Texto: Regis Vernissage
Fotos: Stéfano Martins


Rumo a mais um Festival Lumière na sempre apazível Pindamonhangaba onde até no inverno a cidade se mostra quente - talvez reflexo da hospitalidade e cordialidade que sempre temos à nossa disposição quando lá - o clima que pairava no ar já era notado desde nossa chegada. Apesar de, logo de início, parecer que alguns imprevistos denotariam que tudo pudesse dar errado (as bandas Difuzz de Suzano e Refluxo de Sampa cancelando ambos suas apresentações nesta noite, praticamente em cima da hora), a gurizada do Coletivo Bequadro Mostarda não se fez de rogada e conseguiu – num mix de rápida articulação com uma boa gotinha de sorte - preencher o vácuo que acabara de formar-se. Assim a local Bristol entrou substituindo a banda suzanense enquanto a sensacional monobanda do Roger Duran aproveitou o vácuo deixado pelo duo paulistano que infelizmente não pode vir, e é com ela que tudo começou, já lá pelas 22h do sábado, primeiro dia de festival.

O grande barato da monobanda é sacar como a flexibilidade e versatilidade do músico é expressada e isso o Roger Duran faz com tranquilidade quando tudo fica calmo, e com um tesão desmedido da porra quando o lance pega fogo. Guita distorcida sob seus braços ligada no talo e rasgando melodias blueseiras, bumbo psicótico sendo esmurrado pelo seu pé direito numa constância macabra dos infernos, pé esquerdo comandando um chimbal alucinático como aquele feto desesperado que está louco pra sair do ventre materno clamando urgentemente por um fórceps, gaita louca e acelerada como uma locomotiva que entra em ação quando ele não está mirando o mic balançante com sua boca para acertá-lo em cheio com sua voz para nos alegrar com seus incríveis blues no melhor estilo John Spencer Blues Explosion – mas claro que isso trata-se apenas de uma minúscula referência. Essa é uma pequena descrição do que um set da monobanda Xtreme Blues Dog pode fazer com e por você. Absolutamente recomendável, nem precisa frisar.


Com a casa enchendo em progressão artimética, tivemos mais um dos ótimos sets dos anfitriões da Seamus brindado os ouvidos dos amigos e curiosos com uma impecabilidade sonora e precisão tamanha que dá gosto de se ouvir e de se ver. Tudo leva a crer que Hate Campaign (uma das favoritas da casa) entrou definitivamente no setlist dos caras que recheou ao lado de When I Quit My Lens e Modern Dance (essa levou a gurizada à piração) o set, aberto com Red e finalizado com uma incrível e devastadora Experiences with Broken Glass com direito a vários e prazerosos minutos de microfonias subsequentes e efeitos praticados ininterruptamente pelos 3 moços das cordas como se tudo fosse terminar ali (ou como se fossem meu sobrinho chapando e hipnotizado pelo wii, ou como se fossem eu mesmo - décadas atrás - chapado e hipnotizado pelo atari) enquanto o moço das peles se divertia nos pratos e contâncias como se fosse um Steve Shelley pindense. Biscoito fino.


Na discotecaria, Gabz Ronconi mostra-se especializado no que quer e gosta de tocar, antes e após todas as bandas. Os exemplos já foram dados em texto anterior e não repetirei-me aqui. Quer saber, vai lá! O fotografista e moço-de-fazer-retratos Stéfano Martins montou uma bela vernissage com obras suas e de KBÇA Corneti e Carol Ribeiro que atraiu a atenção de uma boa parcela de incautos – ou seja, missão cumprida.

Meia noite batendo no relógio, relativamente cedo ainda para uma balada rocker, queimando papinho ali embaixo com queridos até subir correndo ao ouvir os primeiros acordes da furiosamente incrível Popstars Acid Killers, que tem como seu frontman o mesmo Roger Duran que transpira rock por todo lado: seja enquanto canta, seja enquanto rasga sua guita, seja enquanto atropela tudo que encontra pela frente em sua performance arrasadora. Só faltou o mortal. Ou não? Aí o lance funciona assim: ao lado do Roger sua esposa Carol Doro com seu belíssimo baixão semi-acústico e seus longos cabelos loiros segura a onda que vem dele e de um também insandecido Renato Roitman que pode aqui ser facilmente retratado como o Keith Moon paulistano graças à influência certamente herdada. A porrada do PAK falou tão alto na Óbvio que fez com que simplesmente TODOS que estavam lá fora adentrassem ao ambiente fervilhante para verem com os próprios olhos o que era aquilo, enquanto o proprietário Edilson fazia ali uma sequência de fotos destinadas provavelmente ao site da Cervejaria. Sucesso total. Ao final do set, fiz questão de dizer aos 3 PAK’s que eles sim, eram roqueiros de verdade!


E encerrando o sábado numa vibe mais tranquila, a Bristol (que também ficou sujeita a quase não tocar no dia devido a falta do batera original, que foi ótimamente substituido por uma simpática – e alta - baterista) agradou bastante a galera que saiu de casa pra beber um bom róque de eflúvio noventistas em guitarras de riffs dissonantes, em violão de base por vezes ruidosas e por vezes calmas e em uma cozinha esperta, aveludadas por uma linha vocal melódica do ótimo garoto Rubens. Ou seja, saldo final super positivo para um festival que poderia – sim, poderia – ter dado errado pelas inconstâncias iniciais, porém superadas graças às bandas, ao pico e principalmente a galera. Do róque.




04 /07/2010 - Domingo
Bandas: Jane Dope / Maquiladora / Ike (Acting Alone) / Elísio-Sin Ayuda

Texto: Vinícus Pacheco
Fotos: Stéfano Martins

Segundo dia de Lumière e uma dúvida, como eu vou?
Tudo bem, só de descobrir que lá na Cervejaria Óbvio tinha amplificador de baixo já foi um alivio.

Ao chegar a Pinda, fui direto pra casa do queridão Ike, onde Pedrinho e Thami também flutuavam. Tomamos alguns drinks e partimos para a Óbvio. Ao chegar lá, me deparo com show diferentão da Jane Dope. De formação nova, sem Duda (Teclado) nem Marcelo (Guitarra), mas com Eder no controle das 6 cordas, eu cheguei bem na hora da Homeless Duck, que, aliás, é minha música preferida da Jane (A puta).

Com um formato acústico, Andréa com cajón, Regis na maravilhosa guitarra semi-acústica da Thais (Maquiladora) que estava com um reverb cremoooso, Nanda nas 4 cordas e Eder no Violão, fizeram uma apresentação muito gostosa de se ouvir/ver/estar-presente...

Na sequência veio a Maquiladora, em conversa com Henrique no dia anterior, soube meio por cima que a “bluezeira” ia comer solta. Na hora em que ouvi “Too Much Wine” foi o ápice feeling no show, arranjos que mudaram as músicas reinavam, mas todo mundo sabia que era Maquila... Genial.



Entre uma conversa enfumaçada aqui, uma DaDo Bier (que pasmem, estava 2,50) ali, o Ike com seu projeto (Acting Alone) veio acompanhado dos Seamus Pedrinho e Zé. Com sons que já estão gravados e estão no space do rapaz, o repertório foi bem legal, mandando ver Blackbird, creditada a Lennon-McCartney, que rolou no medley com uma de suas músicas, que por sinal estavam muito bem arranjadas com as linhas gordas de baixo do senhor Pedrinho e as baquetadas precisas de Zé Ronconi.


E pra fechar a noite, o que eu espero que não seja o último show da turnê Elísio-Sin Ayuda, subimos ao palco, e já era tarde. Mais de dez horas e agente no esquema mais “power” da noite, com distortion e tudo mais começamos com “Pra lá com nós” bem na moral... Com set curto de 6 músicas, foi bem rápido e ao encerrar com “Advice From A Grandmother Gull” sinto mais uma vez, com dever comprido.


O mais interessante desta noite foi ver duas bandas que usualmente fazem rock com distorções (Jane Dope + Maquiladora) sentarem nos banquinhos para uma vibe totalmente acústica enquanto os projetos que inicialmente são acústicos serem apresentados aqui com guitarras, distorções e formato de banda, como fizeram Ike e o Sin Ayuda (aqui muito bem ajudado pelos rapazes da Elísio).

Sábado agora tem mais Festival Lumière em Mogee dos Creizes. E ai o bicho volta a pegar.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

RESENHA – FESTA SELO BEQUADRO SEM SÊ-LO MOSTARDA

Texto: Regis Vernissage
Fotos: Kbça Corneti

Sábado intenso em Mogee Rock City no que concerne a especialidade aqui da casa, o rock independente. Após tudo o que aconteceu na cidade durante a Virada Cultural Paulista 2010, de bom (apresentação histórica do Mudhoney na cidade além de serem entrevistados pela Maquiladora, e esta, Jane Dope e Vício Primavera deliciando-se em palcos de estruturas profissionais, o Selo Sem Sê-lo fazendo abertura não-oficial no Campus 6) e de ruim (os fellas do C1M vendo seu set ser abruptamente reduzido em prol história da tal alvorada da festa do Divino, além da completamente desnecessária tesourada-mãe que os Chico Bentos da incrível e implacável Força Tática mogiana aplicaram ao projeto Guerrilha Gerador – fato já bastante discutido e fotografado por aí), era hora de continuarmos com a nossa moeda de troca, a ventilação de bandas e intercâmbio de casas, dessa vez com a Festa Selo Bequadro Sem Sê-lo Mostarda que teve formato semelhante a do Festvial Lumière com exposição dos fotógrafos KBÇA Corneti, Carol Ribeiro e Stéfano Martins e que teve espaço no nosso querido Campus 6.

Enquanto o DJ da noite e também batera do Cor-Séría Fabio Zelenski tocava ícones das nossas vidas (Afghan Whigs, Nada Surf, La Carne, Mentecapto, etc) a primeira banda da noite, a The Mercúrio de Campinas, já estava pronta para mostrar pela primeira vez seu set em Mogi. Músicas longas, etéreas e abrasivas chamaram a atenção pela forma em que eram executadas e pela quantidade de nuances que são propostas pela banda. O lance aqui em Mogi funciona mais ou menos assim: quando o público não gosta do som, eles ficam conversando e tal... quando o público gosta, impera o silêncio completo e total até que a última nota seja emitida da guitarra em prantos, e esta última atitude pôde-se notar nitidamente ao fim do set do The Mercúrio, formado por rapazes simpáticos que foram muitíssimo bem recebidos na cidade.


Macacos velhos de Mogi, os São Bernardenses da Espasmos do Braço Mecânico nem tiveram muito tempo para ficarem bêbados direito e já atacaram na sequência seu garage stoner grungeano ou seja lá o que isso venha a significar (mania besta de ficar criando rótulos!), o que importa é que há tempos eu não via um show desses doidos e, putaqueopariu, como é bom bater a cabeça ao som de “Eu que não quero nada”, “Carcaças Mórbidas”, “Quantos tijolos uma cabeça agüenta” e a sensacional “Posso Ajudar?” com seu esplêndido refrão que podemos com imensa facilidade dedicar para uma lista joselitos! Há tempos venho pensando numa coisa que devo fazer dentro de alguns anos: Os Espasmos são a banda que deverei chamar pra tocar na festa de 18 anos da minha filha mais velha... Diversão garantida!

Correndo contra o atraso do tempo, os mogianos do Seamus (sim, são mogianos, não sabia?), vestidos de um Bôe careca e um Meteoro desprovido de voz, tiveram o privilégio de fazer 2 setlists para a mesma noite, pois tocariam ainda na mesma madrugada na Divina Comédia. Tudo muito intenso e alto pra caralho na Red e melhor equalizado na Modern Dance em diante, tiveram o prazer de tocar para uma gurizada que estava na sede de vê-los em ação no Campus 6 – bem, esta foi a informação que me chegou até os ouvidos – e sem sombra de dúvidas não deixaram por menos, sendo massivamente ovacionados ao final da épica “Experiences with broken glass” que causou até a perda dos óculos do batera Zé Ronconi. Quem encontrá-los favor entrar em contato com este Blog ou no post abaixo.


Já a Maquiladora mostrou sons de seus cds My Silent Van Gogh e Parturition e pra variar causou furor nos meninos que sempre se empolgam com a vitalidade e entrosamento das meninas e começam loucamente a bramir frases do tipo: “A baixista é lésbica! Depila ela!”, o que definitivamente serve como força para que a banda detone cada vez mais em suas performances e composições. Inclusive um ponto notável é a quantidade de sons novos que a banda põe na roda. A quantidade de “Too Much Wine” que eu já havia bebido me deixou assim, meio lesado, a ponto de esquecer algo, mas tenho quase que absoluta certeza que tocaram 2 músicas novas. Comentários no post serão bem vindos.

E finalizando a história tivemos uma apresentação bizarra da Jane Dope, diria esquisitona, pois foi o primeiro show sem a tecladista Duda que saiu da banda na semana passada, e ao mesmo tempo o último show com o guita Marceleza e o primeiro com o Eder Odorizzi que está entrando no lugar do Marcelo. Pode ser que tenha ficado esquisito aquele bando de 3 guitarras, na verdade minha opinião é um tanto quanto suspeita, mas temos que concordar que o show foi cheio de imprevistos (cordas quebradas – agradecimento especial ao Rafael Espasmos que emprestou sua guita, baixo que se recusou a funcionar quando devia, voz que se recusou a cantar afinadamente, enfim...) e no final das contas, apesar do atraso no horário, tudo acabou funcionando razoavelmente bem.

Era hora então de fechar o Campus 6 e partir pra Divina Comédia descansar um pouco e curtir o som do Alarde e a segunda parte do setlist do Seamus (Half-less Love veio, Hate Campaign não), que serviu pra levantar quem considerava-se cansado e já pensava em ir pra casa, mas aí já é outra história que só terminou de fato com o gélido sol da manhã dominical deste declínio de maio.

quinta-feira, 27 de maio de 2010


Em parceria com o Selo Sem Sê-lo, O Coletivo Bequadro Mostarda está realizando nosso primeiro evento no queridíssimo Campus VI, que contará com a presença das bandas:
Seamus, Espasmos do Braço Mecânico (ABC), Maquiladora, The Mercúrio (Campinas) e Jane Dope.

Teremos também a já tradicional exposição de fotos, cujos anfitriões serão os já mogianos Stefano Martins, Kbça Corneti e Carol Ribeiro, que estarão retratando também as imagens deste sublime acontecimento!

E atrás das Dê-Jotas estará nosso parceiro de noites e furadas mogianas, Zelenski, tocando as músicas que marcaram suas vidas!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Uma noite surpreendente...

08/05/2010
Festival Lumière na Livraria da Esquina


Uma imagem vale mais do que mil palavras!
...
Enquanto não temos a resenha do show de sábado na Livraria da Esquina, delicie-se com as imagens do festival no http://flickr.com/stefanomartins

sexta-feira, 23 de abril de 2010

REVOLUÇÃO INTERDEPENDENTE

Texto por Juliano Jubão

Está rolando uma discussão na lista Uai Rock (que em breve mudará de nome pra UAI Música) em que postei o seguinte texto:

Só reverteremos a nossa posição de oposição para situação com muito trabalho organizado.

Por enquanto, por mais que tenhamos uma lista e já estejamos conversando, é só um primeiro passo! Acho que desde que comecei a militar pela música (e olha que isso foi a mais de 10 anos atrás), eu repito a mesma frase: Se você não frequenta o show dos outros, como espera que os outros frequentem seu show?
Claro que tem a tal resposta de que não precisamos frequentar shows que não gostamos.
Mas aí entra a posição de que não podemos tratar mais a música somente como música, somente como arte. Precisamos sim de ser músicos politizados. Se realmente quisermos revolucionar a cena e abrir espaços, teremos de fazer de forma organizada, ou então a situação sempre será a mesma, um monte de gente disputando as migalhas das quartas feiras.

O primeiro fator que faz com que as casas não abram seus espaços pra música autoral é o público. Não adianta falar que os donos de casas são uns capitalistas, os caras, assim como nós, precisam sobreviver. Assim como o pessoal que toca música cover. Acho que temos de ver esses caras com outros olhos, radicalismo não leva a nada. Se um dia eu souber que tem uma banda fazendo cover de uma música minha, eu ficaria mega lisongeado. No início do Pegada, a gente estava fazendo isso; o Stereotaxico tocou Cla Clá da Aldan , o As Horas tocou Ferris Whell da Hell's Kitchen, a Hell's tocou Velho Buk do De Kits . Enfim, tem gente que toca cover porque tem o mercado aberto (todos precisamos pagar as contas) e tem gente que o faz porque gosta(esses sim são o maior problema pra mim, pois a grande maioria é formada por pessoas que não querem chegar a lugar nenhum, tocam somente pelo prazer de tocar).

Então, nossa briga é tanto com o mercado quanto com a cultura. Só que os dois estão ligados diretamente. Só mudaremos o mercado o dia que o público tiver a cultura de ouvir música autoral. A grande maioria das pessoas só vai ouvir música autoral no dia que o mercado oferecer isso pra elas.
Então temos a seguinte situação: O jazz tem seu reduto, o cover também. Temos também nossos redutos: Matriz e quartas feiras de Obra, Butecando, Conservatório entre outros. O fato é que nossos redutos não comportam mais a quantidade de bandas. Temos hoje mais bandas que público. Voltando a velha frase: se todo mundo fosse no show de todo mundo, todo mundo teria público. Somos todos interdependentes nesse mercado.

A algum tempo já vimos discutindo isso na lista UAI Rock, mas o fato é que ficar somente filosofando se é certo ou errado tocar música cover, não chegaremos a lugar algum, e como disse, todos roendo o osso de quarta feira!

Temos de começar a trabalhar propostas pra que o mercado seja interessante para o autoral. Reclamar não muda nada, só aumenta a insatisfação.

Já começamos aqui a produzir conteúdo através de nossas discussões; agora, como vamos produzir público pra que esse mercado fique mais atraente pra casas e pra bandas?
Nosso problema não é ter bandas covers tirando nosso espaço. Na verdade, o espaço sempre foi deles, foi construído assim, e somos nós que queremos tirá-los de lá! Acho que é meio xiita ou xenofóbico acreditar que esse é o motivo da música autoral não vingar. Nós não vingamos porque talvez, nossas estratégias talvez estejam erradas.
Claro que pra definirmos estratégias temos primeiro que definir o conceito, e pelo visto ainda estamos longe de alcançá-lo...

Depois do conceito, precisamos ainda de pesquisas, números e tudo mais. Temos de traçar o perfil do público, saber os valores arrecadados, dentre outros. Já disse isso antes, mas conhecer o problema é metade da solução (talvez mais da metade), aí pergunto:

Qual é o problema?

Ao analisar certos discursos, os problemas que encontro são:

-Os covers estão tirando nosso espaço.
-Não temos espaços pra tocar.

E algumas outras ligadas a espaço. Mas o fato é que se tivéssemos mais espaços, a situação talvez não estivesse tão melhor.

Pra mim o problema é: Não temos público.
E pra vocês?



segunda-feira, 12 de abril de 2010

RESENHA: LUMIÈRE FESTIVAL em MOGI por LA CARNE

Fotos: Kbça - http://www.flickr.com/iwannabebobgruen

LUMIÈRE FESTIVAL


Quando chegamos em Mogi, logo em frente ao Divina Comédia, já estavam Régis, os caras do Seamus, e mais uma pá de amigos que foram lá conferir a festa.
E os caras do Bequadro Mostarda fizeram uma divulgação firmeza do evento, teve matéria em jornal, site, lambe-lambe e o escambau.


E aí, pra alegria geral, só ia chegando gente. De todas as direções. Das vezes que tocamos ali no Divina, essa certamente foi a que teve casa mais cheia, galera insana (show com 5 bandas!) e ainda teve um público dos mais acolhedores.
Encontramos tantos amigos e tantas bandas ali que com certeza vai faltar alguém, nos perdoe. Tava o Elmo do Campus VI e seu irmão fã do parmêra (paciência, mas ele é gente boa...rs), o Gabriel (Hierofante Púrpura) que voltou recentemente de uma trip nervosa pela Irlanda, uns trutas de Sorocaba (isso mesmo, os caras foram lá pra Mogi, vai vendo), ah, e fora o zilhão de banda.

Lá dentro do bar, pra vc ter uma idéia, tava embassado pra andar, pra pedir uma cerveja, pra arrumar um canto e ouvir as bandas, desse jeito. Alem dos shows tava rolando discotecagem do Meteoro, barraquinha de venda de cds e uma senhora exposição de fotos.

Quem abriu os trabalhos foi o Jane Dope. O som deles é uma montanha-russa de referências psicodélicas, explosões punx, guitarras duelantes e letras espertas. De repente, um contrabaixo pop-cabulozo deixa um clima soturno no ar, como em “Sadness” e “H.A.T.”. Um teclado insano, pilotado pela incrível Duda. Violões evocando o caboclo-sete-flechas Johnny Cash. Pô, nessas a gente tava ouvindo, bebendo e teorizando: Mogi das Cruzes tem uma cena alternativa muito fudida, bandas com propostas sonoras inovadoras, diferentes do clichê “indie”. Uma safra de vinhos nobres, no caso: Jane Dope, Vício Primavera, Korovas, Accidentes, Hierofante Púrpura, Cafetones, Maquiladora, Conte-me uma Mentira, Cor Séria, Topsyturvy, etc, etc, etc.... Foda.

A Maquiladora é uma trêta à parte. O carisma ali é total. Nesse show até a contida (??) Thais teve a mãnha de descer e ir solar no meio da galera e voltar ovacionada pro palco. Vai vendo, tá folgada essa mina... As músicas novas já estão nas goelas da galera e fica muito bonito de se ver o show. A Thania tem sim a moral de carregar a platéia, e ainda junta o entrosamento fu-di-do da cozinha Andréa+Henrique e tudo vira um jogo sujo - pra quem tocar depois deles, no caso.

Depois veio o Jair e seu novo trabalho. Todo mundo sabe, nós do La Carne somos “viúvas” do Ludovic – a ex-banda de Jair Naves. Nunca escondemos isso. Lado a lado com os Ludovics, viajamos de van, bebemos e demos boas risadas, fizemos vários shows – Belo Horizonte, Franca, Curitiba, bares de SP, no Baal...todos eles foram muito marcantes pra nós. O Ludovic fez história. A mistura das desesperadas/delicadas letras do Jair, com os arranjos de uma banda que é(ra) pura pedrada - Hugo, Du, Zic, Febry, puutz... - e as viscerais performances ao vivo... Cara, sem rodeios: cada show nos marcou, e nos ensinou, coisas importantes a respeito daquilo que se convencionou chamar de rocknroll.

Por isso, estávamos intrigados – e ansiosos – com o show do nosso amigo e ídolo Jair Naves. Curiosos sobre o que iríamos ver e ouvir, já que “Araguari”, o novo trabalho dele, é bem diferente do resto da sua obra. (Permita-nos uma desavergonhada franqueza: chegamos a cogitar entre nós: “mas, e se a gente não gostar do show?”. Tipo: “Teremos coragem de escrever isso no Diário de Bordo? Na qualidade de “viúvas-carpideiras-do-Ludovic?”, o que dizer sobre “Araguari”?)

Chegou a hora. E o que se viu e ouviu em Mogi das Cruzes, no Divina Comédia, às 3 e pouco da manhã?

Primeiro: Jair tá muito bem acompanhado. Mark Paschoal, um baterista extraordinário. Ali Jr no baixo, mais teclados, guitarra, enfim, um timaço. Ao vivo, as canções ganham cores muito mais fortes que no CD, a temperatura delas se eleva às alturas, as letras ganham imagens claras – e de repente, a gente se vê sobrevoando essa tal cidade de Araguari, reconhecemos sua paisagem, suas ruas e seus personagens, guiados pela voz poderosa/cavernosa do “bardo”, que faz - agora sim - seu pessoal ajuste de contas com o passado.

Jair canta com a mesma paixão e entrega de sempre. A voz fica bem na frente, e podemos entender cada frase da letra. Os mesmos olhos tristes, o mesmo sorriso largo/envergonhado. Jair deixa nós e toda a platéia hipnotizados, totalmente de ouvidos ligados – ameaça explodir, e então, volta à calmaria do seu violão. Foi muito aplaudido, e retribuiu com agradecimentos sinceros. E La Nave Vá, Jair...


Depois, de longe, já que a gente tava afinando os instrumentos, vimos a muvuca se armar durante o show do Seamus. E mesmo tendo tocado com eles há duas semanas - sem querer soar repetitivo - as mesmas palavras do show anterior cabem aqui, gente pedindo sons, berrando os refrões arrasadores, dando socos no ar e inevitavelmente invadindo palco, “A Year without breathing” mais uma vez arrepiou, e daí pra ganhar a galera foi tranqüilo. Boe, Meteoro, Pedro e Zé tão tocando afiadíssimos. Mais um grande show! Seamus não é do Brasil. É do mundo.


Mas o que tava muito claro ali era o quanto que a galera tava a fim de ouvir as bandas e ver os shows. Todas, todas as bandas tiveram momentos no qual o público vinha junto.
E com a gente não foi diferente. Desde a hora que chegamos, descarregamos o carro, bebemos, tomamos ar, demos entrevista, batemos foto, ganhamos cds, conhecemos um monte de gente, enfim, fomos tratados com um carinho que é impossível descrever. E na hora do show, foi o seguinte: ele não sairá tão cedo das nossas cabeças.
Passavam das 5 da manhã e uma pequena multidão ali, urrando e sangrando com a gente, roubando microfone, se jogando pro alto, nos olhando no olho e cantando os nossos absurdos. Conclusão: não se tem como sair ileso de um show em Mogi. Já tocamos várias vezes lá, mas dessa vez foi inesquecível. Obrigado. Obrigado, essa palavra é tão pouco...



Depois ficamos embassando e vendo raiar o dia na frente do bar.

Ah, e a gente quer agradecer muito pelo convite do Bequadro Mostarda. E ó, essa empreitada que vocês estão entrando é aquele lance tipo uma misto de Samurai e malandro, saca? Pensar agindo e agir pensando. E aí, lá na frente, quando vocês estiverem de saco cheio de tudo, quando forem mandar tudo à inevitável merda, vocês verão que isso, de fazer o que vocês quiseram, levou vocês muito longe. Filosofia de vida fuckers, “Distraídos venceremos”.

FIM

sábado, 10 de abril de 2010

O FESTIVAL LUMIÈRE É DESTAQUE NO MOGI NEWS E NO DIÁRIO DE MOGI!

http://www.moginews.com.br/materias/?ided=799&idedito=6&idmat=59671

Variedades

Matéria publicada em 10/04/10 - Mogi News

Música Encontro reúne artistas e bandas independentesFestival Lumière, que terá sua primeira edição em Mogi esta noite, é uma grande vitrine para músicos, fotógrafos e produtores culturais de outros segmentos

BÁRBARA BARBOSA
Da reportagem local
Divulgação

Intercâmbio: Evento contará com várias atrações musicais, a partir das 21 horasUma vitrine de bandas autorais, fotógrafos e artistas plásticos. Assim pode ser definido o Festival Lumière, que terá sua primeira edição em Mogi esta noite, no Divina Comédia Clube, a partir das 21 horas. Trata-se de um festival itinerante, organizado pelo coletivo Bequadro Mostarda e que já percorreu Pindamonhangaba, São Paulo, São José dos Campos e São Caetano do Sul. No palco da casa noturna, estarão as bandas Jane Dope, Maquiladora, Seamus, La Carne e Jair Naves (antiga Ludovic).

Lançado há três anos nas cidades do Vale do Paraíba, o Lumière terá sua primeira edição em terras mogianas e, segundo um dos organizadores, Regis Vernissage, a ideia é que ocorra na cidade a cada três meses. Outros municípios, como Campinas, Sorocaba e Belo Horizonte,também negociam receber o festival."Como várias bandas e artistas mogianos já tocaram ou expuseramem Lumières anteriores, nada mais natural que Mogi ter entrado neste circuito", explica ele.

Vernissage, um dos produtoresdo Bequadro Mostarda, ressalta que o objetivo do coletivo, formado pelos grupos Jane Dope (Mogi/São Paulo), Seamus (Taubaté/Pindamonhangaba) e Maquiladora (Mogi/Suzano), é promover o intercâmbio de artistas e bandas autorais independentes.Apesar de o coletivo abrir espaçoa todas as vertentes musicais,a maioria das bandas participantes das ações é de rock. "São as que mais nos procuram para este intercâmbio", justifica.
O evento desta noite também contará com shows das convidadas La Carne, de Osasco, e Jair Naves, de São Paulo. Haverá exposição de fotografias e artes dos artistas Stéfano Martins, Oswaldo Kbça Cornetti e Thamires Rainbow, de Pindamonhangaba, e Carol Ribeiro, de São Paulo. O festival terá, ainda, discotecagem indie rock com o DJ Meteoro, de Taubaté.

A Divina Comédia Clube fica na rua Otto Unger, 158, no centro de Mogi. O valor da entrada para o Festival Lumière é de R$ 10.

quarta-feira, 17 de março de 2010

DIA 27 TEM MAIS EVENTO DO BEQUADRO!!


Dessa vez a invasão mostarda vai ser em São José liderada por La Carne, Seamus e Maquiladora!!

IMPERDÍVEL!

[Arte de Luiz Meteoro]

quinta-feira, 11 de março de 2010

FESTIVAL LUMIERE - 6/3/10

Eu não imaginava, mas o show ia começar muito antes que eu esperava.



Sexta-feira, quando cheguei à BH, Jubão já ligou na pilha falando em levar o megafone, falando do horário que íamos chegar à SP, fantasiando o show e instigando-nos sobre o que estava para acontecer na cidade de Pindamonhangaba ( eu até brinquei com os meninos de Mogi das Cruzes que eu achava que nem existia essa cidade e que parecia uma piada, mas...)

Mais tarde Jubão me ligou de novo e falou que o Cris parecia mal, e aquilo me deixou receoso sobre o que poderia esperar de um show, onde um dos integrantes poderia estar chateado.

No fim da noite ainda da sexta, a secretária da PUC me ligou avisando que não teríamos aula no sábado pela manhã e isso fritou um pouco, porque eu tinha comprado uma passagem mais tarde e mais cara do que as passagens do Diogo e o Jubão, para estudar, mas a enrolação da facul me "entubou"... Teria que viajar sozinho! AFF

No sábado troquei as cordas da guitarra, limpei-a calmamente até a deixar brilhando, porque mais do que um show, seria o reencontro depois de um mês longe dos amigos e longe da música (minha grande paixão)...Troquei as músicas do mp4 e como trilha sonora além das influências (dredg, Oceansize...), tinha as trilhas para pensar na namorada, porque mais do que nunca eu queria estar com ela (na segunda comemoraríamos 2 anos de namoro).

O voo saiu potualmente às 15:00 e rapidamente estava em Guarulhos, dentro de 30 minutos, Henrique, Tânia, Thaís e Cris (fiquei surpreso quando vi os dois, mas achei bom) chegaram e rumamos à Pinda.

De Queens of the Stone Age até as piadas e longas gargalhadas durante a viagem, foram aproximadamente 2 horas de viagem até chegarmos a casa do José Ronconi, vulgo "Zé", que nos recebeu com muita hospitalidade.

Rumamos até o local do show!

Um pub muito bacana com uma área aberta para quem quisesse curtir o friozinho daquela noite, curtir as ruas um pouco rústics da cidade e uma área interna com um palco pequeno, mas muito bacana, uma guitarra sendo sorteada e um barzinho que vendia uma diversidade de cervejas, nunca tinha visto aquelas marcas.

Quando acomodamos as nossas coisas num quartinho reservado para as bandas, ficamos um bom tempo em banda conversando sobre a vida, sobre os projetos da banda, sobre as nossas posturas, nossas ações e sobre o repertório, a verdade é que estávamos com saudade uns dos outros, e aquela conversa foi uma espécie de terapia e grupo, que no fim da noite daria um resultado maior.

O Quarto Negro (http://www.myspace.com/quartonegro) começou bem cedo e terminou bem rápido, eles teriam outro show em SP, mas foi surpreendente, a banda tem muita energia e as músicas são um pouco dançantes, o teclado no som deu, na minha opinião, uma sonoridade que a diferenciou de muitas bandas indies do mesmo estilo.

Logo em seguida tocou a banda Vício Primavera (http://www.myspace.com/vicioprimavera) que demonstrou influência da boa música brasileira, como Chico Science e Nação Zumbi, um pouco de Arnaldo Antunes, reggae e muita distroção e presença de palco. Gostei muito do vocalista da banda, Michel, e sua postura de frontman carismático, que convida o público e participa ativamente da festa. Grande apresentação.

Quando Maquiladora (http://www.myspace.com/maquiladorayeah) foi ao palco além dos namorados babões (Cris e Zé) estavam os amigos babões que ajudaram na montagem dos instrumentos, acompanharam a passagem de som atentos e eu ainda me atrevi a pedir a Andréia: "toca Too Much Wine" que foi executada na parte final do show com uma energia que põe muito marmanjo de boca aberta. É até complicado falar das meninas, porque além de amigos somos fãs e cada show reserva uma surpresa diferente, é uma energia diferente, porque quanto mais me familiarizo com as músicas, mais me sinto a vontade e envolvido pelo som fervente das meninas. O Henrique no baixo deu à banda uma sonoridade muito mais interessante...Parabéns, camarada!

E então já vamos nós (http://myspace.com/bandacurved)! Antes de subir, é o nervosismo, é a conversa, o abraço e é o grito de guerra: PULAR, GRITAR, SUAR e SANGRAR e desta vez era mais do que uma proposta, era a nossa honra que estava posta a prova.

Montamos os instrumentos, passamos o som calmamente, mas quando a lapsteel soou aguda, a calma foi deixada de lado e fomos tomados por uma euforia que a cada pulo, a cada nota tentávamos enfeitiçar o público com a energia que estava explodindo em nós durante a execução das músicas.

Quando a microfonia soou alta e Diogo chamou "Action/reaction" faltou palco para tanto pulo e eu quase (como sempre) caiu sobre a bateria. Eram gritos raivosos, guitarras distorcidas, baixo pulsante e a bateria agressiva, mas desta vez também técnica do Diogo que ditaram o ritmo deste momento para frente.

"Reaching Mogee" estava para ser executada e nada melhor do que compartilhar esse momento com as pessoas que inspiraram a criar desta música, o pessoal de Mogi das Cruzes, e desta vez não decepcionamos a música funcionou como nunca e tê-la emendado à Shape parecia tão perfeito que deu até vontade de pular nos refrões. Foi ótimo!

Quando tocamos "Laura After", para mim foi o aúdio do show, a música tinha energia sobrando e nós estávamos precisando descarregar mais energia do que nunca... Quando entramos no último refrão quis ignorar o microfone e pular na galera, mas o bom senso me segurou.

Dai foram três pedradas: "Ain't no Fashion Enough", "Specially for You" e "No Pain, No Gain" quase em sequência, onde mesmo quase esgotados, sobrou suor e sangue (meu dedo ainda machucado, para variar).

O show acabou, eram muitos abraços, elogios e comentários...Foi um show especial, mas ainda tinha o Seamus.

O Seamus (http://www.myspace.com/sseamus) estava jogando em casa, e como todo bom time não decepcionou a torcida. O que me chamou a atenção foi que no fim, mesmo quem não era da cidade, como eu foi encantado por aquela sonoridade crua e visceral e pela postura dos integrantes da banda que em alguns momentos me lembrou R.E.M.. Cara eu fiquei impressionado com o que eu estava vendo e a cada música, eu ficava cada vez mais interessado e hoje quando ouço o disco da banda, sinto por não tê-las conhecido antes para poder cantar junto com o público que parecia enfeitiçado pelo trabalho daqueles caras!

Porra! que show do caralho! Foi um dia especial e há tempos eu não me sentia tão bem.

No domingo acordei cedo e rumei para casa. Fica no coração a saudade da cidade e da viagem, mas sei que não vão voltar oportunidades.

Eu só espero que isso aconteça o mais rápido possível e que as nossas namoradas e amigos como o dono deste blog estejam presentes, porque vocês são parte do nosso show!

ROCK ON!!!!!!!

João Coelho, dia 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

SÁBADO (13/3) É DIA DE ACÚSTICO EM MOGI!!


13/03 às 16h

1º Bequadro Acústico

Bandas: Cor-Séría, Fantoche, Finson e Ike

Local: Cuba Café - Mogi das Cruzes

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13/03 às 23h

2º Bequadro Acústico

Bandas: Fantoche, Finson e Ike

Local: Divina Comédia - Mogi das Cruzes

sexta-feira, 5 de março de 2010

Coisas novas de lá pra cá, aqui e acolá

Noite de lançamentos, novidades e renascimentos com Seamus, Jane Dope e Fellaccios
[Texto por Fabio Zelenski e fotos por Thami Rainbow e Kbça Corneti]

O ano começou há algum tempo já. Mas, como dizemos nós brasileiros, começa mesmo depois do carnaval. E foi depois das festas das poucas roupas e muitas batidões que o Divina Comédia estreiou os shows de 2010 na casa.

Começou bem, aliás. Não é sempre que numa única noite se tem Seamus, a nova Jane Dope e Fellaccios. O simples show de cada banda já seria o bastante para voltar para casa bêbado, com as pernas doendo e feliz.
Mas não. Tinha bonus track pra tudo:

Seamus, depois da novela Taubaté Democracy lança em primeira mão o Sounds Of The City You Love (SOTCYL), depois de mais de três anos construindo-o.
Jane Dope, novata na cena, sem perder tempo, lança o EP Às 4 na Augusta.
E, completando o time, um Fellaccios mais bem ensaiado, que vem se apresentando tendo como banda o próprio Seamus.

Vamos lá. Quem abriu foi o Fellaccios.
É sempre bom ver Giácomo, aniversariante da noite, liderando todos os putos da banda com seus contos mais fiéis à pornochanchada. Esse foi o segundo show que vi dos Fellas com essa formação (creio que seja o segundo show deles mesmo rs) e foi notável como eles estavam mais entrosados. Não soou tão pesado quanto da primeira vez, mas ficou mais Fellaccios, mesmo, mais canastrão, com os teclados mais presentes. Ficou profissional e com mais personalidade.
Depois, subiu no palco a trupe do Jane Dope.
Eles já estreiaram há algum tempo, mas eu não havia presenciado um show ainda. Foi um show com uma atmosfera ótima, que passeavam pelo rock mais agitado a viageras guitarrísticas. Começaram faz pouco tempo, mas estão mandando muito bem.
E, fechando a noite, Seamus.
Eles me deviam um Brilliant Lights Brilliand Stars, e começaram me pagando a dívida. Uma epopéia ótima de oito minutos. E depois, foi só alegria. Tocaram o SOTCYL de cabo a rabo, teve participação do Danilo do Hierofante, gente dançando, gente cantando... tudo que sempre tem num show do Seamus, mas, desta vez, com o prometido álbum em mãos.

Pra primeira noite do ano com shows na Divina Comédia foi bom demais. Se a estreia determinar o clima pro decorrer de 2010 e para os próximos shows, só coisas boas nos esperam.