quarta-feira, 7 de abril de 2010

Festival Lumière no Jornal Sete


Em destaque nota sobre o Festival Lumière veiculada no Jornal Sete desta semana.
fonte: http://www.jornalsete.com.br/ - pg 11

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Uma breve história no Vale

Texto por Regis Vernissage

Neste final de semana, as 3 bandas do coletivo Bequadro Mostarda foram convidadas a tocar em diferentes eventos no Vale do Paraíba, o que mostra de cara que nosso corre não está sendo em vão.

02/04 Bola 8 Snooker Bar, Pinda – Easter Festival [Ensaios Destrutivos, Bristol, JANE DOPE, Slithroat]

Fotos por Bruna e Fernando Lalli

Tudo começou na sexta-feira dia 02/04 quando após uma tarde agradável de ensaio, a JANE DOPE empacota suas tralhas e migra rumo a sempre aprazível Pindamonhangaba pra desta vez tocar num snooker bar chamado Bola 8. Pico legal, cerveja barata, cicceroneados pelo sempre amável Zé Ronconi, amigos queridos locais chegando de rodo (Bôe, Irmãos Fusco, Thami, Thaís, Júlio, Stéfano, Ike+Bruna, Felipe Hit Camera...) e mais queridos trazidos de Mogi por Marceleza (Thaisera, Vivi e Erikito Somata). A vibe tava bacaníssima e o povo começando a ficar bêbado e a fazer bruxarias.

Eu, Nanda Shoozona e nossa incrível Brian Wilson Itálica dos Teclados Duda já havíamos virado uma garrafa de Assemblage, enquanto Déa Dope Drummer se esbaldava numa caipirinha que tava uma delícia de doce e enquanto Marceleza secava uma garrafa de vódega + redbull com os doentes que vieram no seu carro... nos juntamos com todos os queridos locais que já bebiam há horas no posto BR perto do pico e aí já viu né... dá-lhe blahs... nisso as bandas começaram a tocar e a gente adentra após quase todos os assuntos do mundo serem colocados em dia, após quase todos os ciggys do mundo serem fumado pelos fumantes, após quase todo o estoque de saliva do mundo ter secado de tanta falação.

A primeira banda foi a local Ensaios Destrutivos que tocaria também no dia seguinte (a gente já chega lá) que foi bem legal, fizeram um rock consistente e honesto com letras em bom português e conta com integrantes muito simpáticos. Na sequência, outra banda local chamada Bristol chamou a atenção pela sonoridade com nuances que remetiam a Sunshine Underground, Smiths e Travis, também muito boa! Fecharam com uma grande versão para I Will Follow do U2.


Em seguida, entramos semi-bêbados vestidos de JANE DOPE e de cara achamos estranho o fato do Hugo (que organizava o festival) pedir para nos enfileirarmos no palco pra fazer uma foto geral antes de começar, mas acatamos o pedido! rs... Fizemos o setlist Dopiano básico (com a ajuda providencial do nosso roadie de plantão, Sr Ronconi) e com a inserção no final de um som novo chamado Jane Dope: A Diamond On The Road que trata da real história da puta. Ficamos felizes por sermos muito bem recepcionados e por ter uma resposta imediata de quem lá estava, não só dos amigos, mas também dos presentes em geral. Pra fechar a noite, tocou a também local Slithroat que fez vários covers de nomes de peso, como Foo Fighters, Metallica, etc...

Hora de zarpar, Marceleza e os bêbados voltam pra Mogi e eu + as outras Janes seguimos para a residência dos Ronconi para uma agradável noite de sono, pois a maratona continuaria no sábado.

02/04 Espaço Cultural Epígrafo, Moreira César – La Vacaloca [Maquiladora, Seamus, Hierofante Púrpura, Ensaios Destrutivos]

Fotos por Regis Vernissage

Após uma comprinha básica no Supermercado Excelsior em Pinda, rumamos para a chácara dos Ronconi onde rolaria um churras e onde passaríamos a tarde. Nós Janes remanescentes guiados pelo Zé e acompanhados por Stéfano e Ike+Bruna chegamos à chácara junto da chuva, foi o tempo de comer algo mais e descansar de leve. De repente chega Pedrinho e Thami (que iria expor suas fotos a noite no Epígrafo), Meteoro e Mariana dirigidos pelo Bôe, as Maquiladoras Thania e Thais guiadas pelo também Maquiladora Henrique que parece ter dado uma carona ao mineiro-quase-suzanense Cris Lima (da Curved), coladaços pelos queridos Hierofantes Danilo, Gabriel e Hugo. A recepção estava completa e, se não saiu sol, ao menos a chuva deu uma trégua, o que possibilitou até que alguns maloqueiros se jogassem na piscina da chácara para espantar os maus agouros! Era hora então de irmos, em carreata, rumo ao distrito de Moreira César, distante 13km do centro de Pinda sob uma chuva torrencial que resolveu então cair de verdade, o que não impediu uma bela visão que tivemos do Pico do Itapeva ao norte.

Sorte novamente chegarmos ao Espaço Epígrafo e a chuva dar uma amenizada (é a 2ª vez que estive lá e choveu como na 1ª... rs) aproveitamos então para continuar tomando umas cervejinhas e colocando mais assunto em dia. Palco e exposições de fotos e desenhos devidamente apreciados e montados, era hora do som.

A primeira foi a MAQUILADORA que chamou a atenção de quem ainda não as conhecia, fazendo a gurizada local ficar literalmente no meio da banda (muito legal no Epígrafo que não existe palco, a interação é 100%). Tocaram seu último cd My Silent Van Gogh praticamente inteiro.

Na cola, os caras do SEAMUS representaram tocando um set relâmpago (bem, eu achei curto) que arrancou suor até das formiguinhas que passavam entre as pedrinhas na área de descanso do bar, tamanha a intensidade da energia passada por esses barbudos malditos! O final apoteótico de microfonias distorcidas e barulheira deliciosa foi a ponte perfeita para a psicodelia madura de punch cristalino trazida pelos queridos visionários da Hierofante Púrpura que provocou um êxtase na gurizada presente em frases tipo: “de onde eles vieram?” ou “cara, que incrível isso!”. Tocaram sons de seus Adubado e Crise de Creize e fecharam com a sensacional Discutindo, com participação massiva da galera fazendo fundinho de palmas e tal. Além de terem tocado outra música inédita, foi a primeira vez que executaram essa ao vivo, segundo afirmação do próprio Danilo Sevali.
E fechando a noite com muito estilo, os pindenses bacanas do Ensaios Destrutivos nos proporcionaram um setlist desta vez bem maior que o visto na noite anterior, repleto de composições próprias e com direito até a um cover de Comfortably Numb do Pink Floyd com os vocais liderados aqui por um belo Fernando Lalli ensopado de suor, chuva e amor. Coisa fina.

Mais uma vez com a sensação de missão cumprida, era hora de fazer um pitstop em Pinda pro lanchinho básico e pegar a estrada de volta pra casa, levando um amor cada vez maior deste pedacinho do Vale do Paraíba.

segunda-feira, 29 de março de 2010

HOCUS POCUS (Maquiladora, Seamus e La Carne) - 27/03/2009

Texto: Carlos Remontti
Fotos: Regis Vernissage

Aí que dois amigos nossos, lá de Belo Horizonte, estavam aqui em GothanCity e toparam ir com a gente lá pra São José dos Campos. Um deles é o Adriano, que canta nos Repensadores, banda de lá de BH e que tá na labuta divulgando o trampo que lançaram recentemente, um disco bem bacana gravado no esquema jam-session liga o gravador e vai. Classe! O outro conhecemos lá na hora – perdão brother, as doses etílicas me fizeram esquecer vosso nome – e que toca em uma banda de blues. Tuto bonna-gente.

A viagem foi sussa. Ligamos nosso Jorge-GPS-Jordão e quando vimos já estávamos na Hocus Pocus. Lá encontramos nossos anfitriões do Seamus – que nos brindaram com o tão esperado disco novo. Coisa linda de Gizúis, viu? – e as Maquiladoras (e o Henrique também, claro) e sua simpatia desconcertante. Fora diversos amigos que sempre nos dão o privilégio da sua companhia, tipo os caras do The Vain, o Vinicius Roman Field, o Wellington Dias, Stéfano, Regis (da ótema Jane Dope!), Fabrício Brizon (Social Distortion mothafucá!!!!) e muito mais gente. Aí jogamos os amigos de BH no meio do povo e o Adriano já foi se agilizando e jogando o cd nas mãos do povo. Tá vendo, é foda, como já disse um amigo nosso certa vez, que culpa a gente tem de ter amigos talentosos?

Aí que um pouco antes da meia-noite as Maquiladoras começaram o seu show. Todos rumamos pra dentro pra ver de perto o que aquele povo ia aprontar dessa vez. Teve músicas novas e uns sucessos absolutos que já estão na boca do povo que acompanha as Maquilas. E aí que o Bequadro Mortarda – que diga-se de passagem é um coletivo repleto de gente suspeita – na figura onipresente de Regis Vernissage, fez umas resenhas fudidas das novas canções e do novo disco, cola lá. Enfim, foi mais um show do senhor caráleo. As gurías tem a mãnha. Tá no sangue, saca? Cheio de gente cantando e filmando e batendo foto e rodopiando e balançando a cabeça. Cheers!


Depois fomos pra fora pra fumar uns cigarretes e beber umas cervas e uns drinks, antes de ir ver os Seamus, que seria a segunda banda – já que democraticamente (e sem a nossa presença, no caso) eles escolheram que os Lacarnes iriam fechar a parada. Da próxima haverá retaliações, fuckers! Hahaha

Quando o Seamus deu os primeiros acordes o povo lá de fora já se jogou pra dentro do salão. E aí amigo, aí foi aquela coisa que sempre vemos nos shows desses caras, gente pedindo sons, berrando os refrões arrasadores, dando socos no ar e inevitavelmente invadindo palco. Quase fiz isso em “A Year Without Breathing”, mas me contive e preferi ficar no meu canto ouvindo aquele arranjo, um dos mais belos dos caras, sem sobra de dúvida. A situação ficou mais incontrolável em Blame, quando até o Linari foi lá e representou a parte osasquense fã dos Seamus. Aí, os fuckers, na hora que acabaram o show, ainda tiveram a pachorra de nos presentear com uma versão de “Decida”, do nosso Granada. Emocionante é pouco pra descrever. Obrigado félas!
Depois era a nossa vez e sumimos pro camarim. Um gole de quente, um cigarrinho, um setlist na
hora e tava tudo certo.


Abrimos o show com um rabisco de música nova – sim, tá achando o que? A gente trabalha rapá! Nisso, a porta do salão se abriu e foi bonito ver as pessoas entrando e a gente ali já tocando. E olha, foi bacana pra gente. É bacana quando você não conhece um moleque que tá ali cantando suas músicas. De um jeito esquisito, mas é bacana. E até que foi rápido, foram 10 músicas e pra finalizar mandamos “De uma lembrança estranha”, lá dos idos do primeiro disco. Os aplausos disseram que ela rolou legal. E a gente confia nos amigos, certo?


No camarim, descansando os esqueletos junto com o Zé, a Andrea, o Regis e os trutas de BH, ficamos relembrando histórias dos primórdios de cada um, situações bizarras, vexames, roubadas e os eternos constrangimentos que todo mundo que toca já teve de passar com família e trampo e tals. Mas, a despeito de tudo isso, sobrevivemos, nénão? E olha, a gente chegou a uma conclusão - seja lá o que signifique isso a essa altura do campeonato -, a idéia é: não se leve a sério demais. Tudo vai ficar bem, já dizia o poeta.

Um brinde, fuckers!

fonte: http://www.lacarne.com.br/show_hocuspocus2010.html

segunda-feira, 22 de março de 2010

FAIXA-A-FAIXA

MAQUILADORA - MY SILENT VAN GOGH

[por Regis Vernissage]

Se há nessa vida rocker algo que sempre tive enorme prazer em fazer, esse algo é acompanhar de perto o desenvolvimento das bandas que curto. Obviamente não sou o único no mundo a ter esse, digamos, hobby... É bem sabido que isso é coisa de “bitola”, o que se agrava no meu caso por ser capricorniano, mas como não acredito nesse blah de signos, prefiro tecer minhas impressões sobre o novo álbum da Maquiladora que carrega consigo a insígnia de “My Silent Van Gogh”.

O álbum, gravado em apenas um dia e produzido de forma relâmpago em Janeiro de 2010 por Samuel Nonato no Estúdio Connection 3 em Pindamonhangaba (SP) e com uma belíssima arte de autoria do excepcional fotógrafo Stefano Martins, mostra claramente um direcionamento evolutivo da banda, uma obra de transição, uma busca por novos horizontes (por mais clichê isso possa aparecer, é a mais pura verdade), que acaba inevitavelmente traduzindo-se na própria música.


Enquanto o ótimo primeiro disco cheio Parturition era uma continuação natural do primeiro EP, este My Silent Van Gogh, de 9 sons em pouco mais de 24 minutos, se destaca logo de cara pela presença de Henrique Resek no baixo que entrou com muita classe no lugar deixado pela Nynona e colaborou no cd com linhas de baixo interessantíssimas e muito bem trabalhadas, como no caso da We’re A Bunch of Beasts Pushing Each Other For Food, Coitus and Territory (letra genial!) que segue a curta intro “maquila-style” que abre o cd, The Starry Night.

Come To L.A. traz um elemento da evolução citada acima: a desaceleração (para os “padrões Maquila de ser”, se é que isso existe...) com algo bluesy, tranquilão, de boa, sem muita urgência. Aqui já notamos que o instrumento de trabalho da “guitar-heroin” Thaís Naomi agirá com força e peso durante todo o cd. Na mesma pegada, a faixa-título My Silent Van Gogh traz algo que se aproxima de “quase elementos progressivos setentistas” onde subitamente relembramos que estamos ouvindo Maquiladora simplesmente por causa da característica vocal de Thania D, que mais uma vez abusa e brinca de sua inacreditável potência vocal. Quem disse aí que tamanho é documento? Hein?


O experimentalismo e brincadeiras rítmicas continuam em Iceberg que parece ser conduzida pelo ritmo quebrado imposto pela batera de Andrea Marques (outro destaque no cd), na ótima e super bem trabalhada Cheap Perfume – uma crítica corrosiva a certos estandartes impostos pela nossa sociedade de consumo desenfreado e dinheiro fácil – e em Walk Among que lembra, de início, os riffões de Parturition, mas logo descobrimos que tanto suas nuances quanto a não existência de refrões também a colocam no caldeirão experimental Maquilático.

Temos então a espetacular Coffee Or Chocolate (na minha opinião, a Too Much Wine, o hit do My Silent Van Gogh) que entre um riff matador e guitarras rasgadas questiona a eterna necessidade da escolha, seja para o bem ou para o mal, ou o que isso venha a significar. Não importa. O que importa é que som é foda demais e ponto final! (Aquela batera em fade in da volta, no meio do som... o que é aquilo cara?!...) O cd fecha então com a também incrível Loc9Nat que passeia por diferentes atmosferas melódicas / barulhentas e termina ríspida e seca, curta e grossa, após um longo grito doentio e perturbador que te faz pensar em apenas uma expressão: “CARALHO!!!”

http://www.myspace.com/maquiladorayeah
http://www.fotolog.com/maquiladora_yeah

quinta-feira, 18 de março de 2010

Resenha 1º e 2º Bequadro Acústico 13/03/2010 – Cuba Café e Divina Comédia

[Texto e fotos por Regis Vernissage]

Já se passavam poucos minutos das 15 horas, tarde ensolarada com calor irritantemente escaldante e o telefone toca. Com uma preguiça descomunal, atendo com reticência... “Regis, aqui é Finson Gallar. Estou com Ike na frente do Cuba Café e o pico ainda está fechado!”, falei-lhe então pra aguardar ao menos uns 20 minutos que já estava chegando (ok ok... levei 40 minutos pois precisava urgentemente de uma ducha gelada), e foi o tempo de lá chegar juntamente com o pessoal que abriria a casa (Sidão e toda sua simpatia) e com os outros Bequadros que trouxeram a mesa e PA necessários, conversar com os rapazes do vale que fariam seus primeiros sets acústicos na cidade do caqui e tomar algumas latas de cerveja estupidamente geladas para ver se amenizava o calor.

Após a passagem de som e muitos blahs com amigos queridos que chegavam aos poucos, Finson Gallar, de Taubaté, acompanhado por Marquinhos também no violão, pontualmente às 17h30 mostrou todo seu talento, força vocal e belíssimas melodias durante aproximadamente meia hora. Tocou músicas de seu novo EP como também outras disponibilizadas anteriormente em seu MySpace, porém infelizmente, no final de seu set, ele que tocaria também na Divina Comédia na mesma noite, passou mal e precisou ir embora – o que todos achamos melhor para sua saúde - devido ao fortíssimo calor que assolava Mogi no sábado.

O garoto Ike (Pinda) deu então sequência ao plano acústico do dia, tocando um repertório de sons bem elaborados – além do violão, ele também toca gaita quando não está cantando, o que nos remete diretamente a uma sonoridade Dylanesca em suas composições – e contando com a participação especial de Zé Ronconi (batera do Seamus) na percussão, mandou muitíssimo bem durante a meia hora na qual se apresentou no Cuba Café.

Os próximos – para nossa grata surpresa – foram os Fantoches, duo acústico composto pelos primos Charles Cabral e Elvis de Moura (ambos ex-Netos da Revolução) que capturaram os ouvidos mais atentos com suas melodias harmoniosas em belíssimas peças musicais, que na verdade são composições-solo de ambos, tocadas por ambos. Simples assim. Muito bacana o direcionamento tomado por eles, que mostra uma maturidade no processo de composição agregada ao já habitual sentimentalismo (nunca piegas!) que é exposto em suas letras.

E finalizando a noite no Cuba, o Cor-Séría (formado pelos também ex-Netos da Revolução Zelenski na bateria e Phael na guita, acompanhados por Daniel ex-Silente na guitarra e vocais), mostrou toda sua versatilidade tocando com formação de banda um set bem calmo, nos moldes que a noite acústica pedia, porém com uma sonoridade que remetia diretamente a Mogwai e Guided By Voices, além de atmosferas Sigur Róseanas e Slowdiveanas (cantando sempre em bom português).

Neste momento já se notava a quantidade de pessoas que havia no local sedenta por um formato “voz & violão” que não fosse a nossa boa e velha MPB, mas sim em busca de novos talentos que não precisam ficar copiando velhos estandartes. Mas como já eram quase 21h, era preciso recolher o equipo, acertar as contas e se preparar para estar na Divina, pois eu iria discotecar juntamente com a querida Giovana Machado (nossa Miss Jeejee) no que seria a parte 2 dessa noite acústica em Mogee Rock City.


=== INTERMEZZO ===

Neste meio tempo, nossos queridos amigos do Selo Sem Sê-lo e irmãos Elmo e Eder Odorizzi estavam fazendo também outro evento no Campus 6 e é lógico que no curto espaço de tempo que tínhamos, fomos até lá conferir. Infelizmente não pudemos ficar pra assistir o noise doido do Vicebuz com suas 2 baterias e a energia cortante e rasgante dos fellas mogianos do Conte-Me Uma Mentira (quem esteve lá e quiser se habilitar a falar sobre, fique à vontade para usar o espaço abaixo nos comentários), tínhamos tempo apenas pra primeira atração, que foi o excelente Hierofante Púrpura em sua nova – e que tudo indica definitiva – formação: Danilo Sevali no baixo e vocal, Hugo Falcão na batera e os recém chegados da europa Gabriel Lima reassumindo a guita e Diogo Menichelli agora nas percussões, gaita, backing vocals e barulhinhos doidos afins. Tocaram basicamente músicas do excepcional Adubado e do recente Crise de Creize em um setlist arrebatador que me deixou literalmente com a cabeça fora do lugar. Pena que neste momento eu não estava com a câmera para registrar o que foi esse show...
Saí do Campus extasiado e com vontade de “quero ficar aqui, porra!” mas como ainda tinha que trabalhar, achei melhor sair à Francesa (carregando comigo Ike, Giovana, Aninha e Camilona) rumo à Divina...

=== FINIS INTERMEZZO ===


Aterrisando na Divina Comédia, reencontro logo de cara algumas Janes Dopadas (a sempre deliciosa Nanda Azevedo, a Dudinha Freak que desta vez estava trampando de hostess na portaria e a incrível Déa Too Much Wine devidamente acompanhada de seu “ursinho” - ambos Bequadristas) além de vários amigos e amigas, com destaque para os sensacionais Mazola e Paulinho os quais tocaram comigo no jurássico Vernissage e não os via há séculos! Enfim, dei um salve pro Alê Giácomo e descobri logo em seguida que a noite seria mesmo especial. Devido à partida de Finson Gallar, o Cor-Séría ficou prontamente escalado para tocar em seu lugar, mas para dar início ao Bequadro Acústico na Divina Comédia, fomos surpreendidos por uma session “special guests”, servindo de entrada um set acústico da Maquiladora!

Claro que muitos presentes não estavam preparados, o que causou certo burburinho, mas nos 25 minutos que a Maquiladora sentou no banquinho com Thaís e Henrique empenhando seus violões, Andrea variando entre vassourinha na batera do Zelenski e a percussão que confeccionou com o Sr Ronconi, e Thania de posse apenas do micorfone e do banquinho, a gurizada presente na Divina pareceu estar numa catarse, tentando acompanhar sons conhecidos pela pegada Maquila de ser, reformulados para uma versão unplugged. Nessa aí, a Maquiladora se saiu muito bem!

Na sequência, devidamente divididos por sets de discotecagem mandadas pela minha pessoa, pela Miss Jeejee e até pela Nanda Azevedo (outra “special guest” da noite), tivemos um replay do que havia acontecido algumas horas atrás no Cuba Café:

O pindense Ike encantando quem não havia chegado a tempo de vê-lo executando anteriormente seus sons de ar psicodélico de ótimas melodias,


os Fantoches, sempre felizes, fazendo seu “folk ensolarado” com alta dose Grandaddyana e Belle and Sebastiana de ótimo contexto poético e frases cantadas em bom português para amigos e casais enamorados e pseudo-bêbados que não trocaram seus copos semi-cheios por cigarros naquele instante, e por fim (não que o fim fosse preciso naquele instante, mas uma hora ele tinha que acontecer),

uma apresentação recheada e gorda do Cor-Séría, fazendo desta vez o set completo de mais de 40 minutos com as guitarras menos contidas que a apresentação vista no Cuba, o que fez com que o fim de noite fosse realmente barulhento e “low-fi” em sua essência para os que ainda resistiam contra o sono, uma vez que já se passavam da 5h da matina quando terminaram seu set.

Foi uma experiência nova e satisfatória tanto pros parceiros do Cuba Café e da Divina Comédia quanto para o Coletivo Bequadro Mostarda realizar estes dois eventos acústicos no mesmo dia para públicos variados, e o melhor, recheados por outro evento sensacional no Campus 6, que resultou para a indie scene mogiana, no total: 11 apresentações de bandas independentes autorais divididas em 3 locais diferentes somando quase 12 horas consecutivas de apresentações! Praticamente uma “mini virada cultural”! Diga-me onde mais rola isso que eu quero conhecer esse lugar...

Então um gap no tempo me levou às 7h30 da matina na rodoviária de Mogi, óculos escuros vendo o astro-rei subir ao leste e aquele voyage há 15 anos abandonado no estaciona da rodô a oeste, fazendo um som no violão e sentado no banco de espera com o garoto Ike que, dazed, aguardava seu busão pra Taubaté e, de lá, pegaria outro pra Pinda. Palavras escassas, corpo pesado e a sensação plena de ter curtido mais umas 15 horas de roquenrol em Mogee Rock City.

quarta-feira, 17 de março de 2010

DIA 27 TEM MAIS EVENTO DO BEQUADRO!!


Dessa vez a invasão mostarda vai ser em São José liderada por La Carne, Seamus e Maquiladora!!

IMPERDÍVEL!

[Arte de Luiz Meteoro]